A Noite de Cartéis da EBP Rio, realizada no dia 10 de agosto, foi uma conversação que partiu do relato dos Mais-Um dos 12 cartéis fulgurantes voltados para as 33as Jornadas da Seção Rio, evento priorizado, nesta ocasião, e para o XXVI Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, a respeito do trabalho epistêmico realizado neste dispositivo.
Muitos ressaltaram a importância de os cartéis terem sido formados a partir de um sorteio, o que evitou a formação de grupos e propiciou que os cartelizantes interagissem com pessoas com quem não costumavam trabalhar, surpreendendo-se com as questões que estas traziam e sentindo-se estimulados a trazerem seus próprios impasses.
Outro aspecto importante foram os diferentes modos como se deram as escolhas dos Mais-Um, a partir de elaborações a respeito desta função, uma vez que a Diretoria de Cartéis havia ressaltado que os membros sorteados não teriam necessariamente que exercê-la. A grande maioria dos Mais-Um presentes marcou a importância de estar exercendo esta função pela primeira vez e também a de haver um membro no cartel, por conta de sua experiência e seu vínculo com a Escola.
Apesar de os cartéis fulgurantes serem muitas vezes questionados por conta do tempo de sua duração, os Mais-Um marcaram o importante efeito que a “pressa” teve ao atiçar o desejo dos cartelizantes provocados pelo argumento das jornadas e que a partir dela, puderam elaborar questões a respeito da formação do sintoma que até então eram apenas impressões um tanto vagas. Partindo da bibliografia proposta pela coordenação do evento, foi lhes possível isolar determinados pontos e buscar, inclusive, outros textos a seu respeito. A troca entre os integrantes dos cartéis que chegaram a ser chamados de “alguns outros”, numa referência à autorização do analista enquanto tal, possibilitou a muitos um desenvolvimento dos casos por eles conduzidos, com efeitos em sua própria clínica.
