Laços: invenções e gambiarras

Francisca Menta e Sandra Landim

Neste tema, pretendemos investigar, a partir da clínica, as invenções singulares, os arranjos cotidianos, que cada sujeito produz para construir os laços capazes de sustentá-lo no mundo, seja de forma temporária, extraordinária ou simples (porém não menos importante). Visamos pensar o sintoma como uma montagem de vida, um operador de existência, na medida em que envolve o corpo e os seus modos de gozo – um corpo sutil, tecido por marcas e usos.

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Leitura e escrita

Bruna M. Guaraná e Isabel do Rêgo Barros 

Do que é feito um sintoma? Depende de que sintoma estamos falando. O sintoma freudiano, podemos entendê-lo à luz da expressão de Lacan “envoltura formal do sintoma”, usada em 1966. Essa definição está intrinsecamente ligada à “roupagem” de linguagem do sintoma e aponta, segundo Miller, para o mecanismo significante, a partir do qual há efeitos de sentido. Freud, logo no início de sua “Conferência XVII – O sentido dos sintomas”…

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Corpo e gozo

Maria Antunes e Leonardo Miranda

Na orientação lacaniana, o corpo não se reduz a uma realidade biológica, mas constitui um efeito da incidência da linguagem sobre o corpo. Nessa perspectiva, o sintoma é compreendido como uma modalidade singular de tratamento do gozo, articulando-se à noção de falasser e aos modos pelos quais cada sujeito responde ao real que escapa à simbolização. A investigação das relações entre corpo, gozo e sintoma permite examinar tanto as formas contemporâneas de subjetivação quanto os efeitos dos discursos sociais sobre a economia libidinal e os processos de constituição subjetiva.

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